Caminhada em Puebla de Sanabria (Espanha)

Autor: solagasta Em 6 - Outubro - 2012
Caminhada em Puebla de Sanabria (Espanha)

Estava em Bragança a passar uns dias nas belas terras de Trás-os-Montes quando decidi visitar a vizinha Espanha para conhecer o Lago de Sanabria. A caminho, parei na pitoresca Puebla de Sanabria onde parece que entramos numa outra era, num outro espaço temporal.
Percorrendo o centro histórico temos a sensação de recuar umas centenas de anos no tempo para encontrar uma povoação onde a história respira a cada esquina, pronta para ser descoberta por quem percorre as ruas de pedra.
O Castelo, a Igreja, as casas e as ruas tradicionais fazem com que a visita a esta aldeia valha mesmo a pena. Segui para o Lago de Sanabria não sem antes adquirir uns deliciosos bolos tradicionais para o lanche.

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Caminhada em Puebla de Sanabria (Espanha)
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Caminhada em Puebla de Sanabria (Espanha)
1,51 km (linear – ida e volta)
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A caminhar em Baiona – Paseo de Monte Boi (Espanha)

Autor: solagasta Em 10 - Maio - 2012
A caminhar em Baiona - Paseo de Monte Boi (Espanha)

A caminho de Portugal após uns dias em Vigo, optámos por vir pela costa.
Parámos em Baiona para esticar um pouco as pernas e descobrimos o “Paseo de Monte Boi”.
Com inicio na “Playa de A Concheira” o percurso circunda a fortaleza de Baiona e termina junto à Porta Real.
Em permanente contacto com o Atlântico podemos observar diversas praias, as ilhas ao longe, a marina e toda a zona costeira de Baiona.
Rapidamente concluímos o trajecto sem grandes dificuldades.
Tinha chegado ao fim mais esta incursão em terras espanholas. Foi um balanço extremamente positivo dos lugares descobertos, com especial destaque para as paradisíacas “Islas Cíes”. Fica a promessa de um “até já”.

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A caminhar em Baiona - Paseo de Monte Boi (Espanha)
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A caminhar em Baiona - Paseo de Monte Boi (Espanha)
2,72 km (circular)
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Roteiro do Alto do Príncipe e Roteiro de Monteagudo - Islas Cíes - Vigo (Espanha)

O almoço foi em jeito de piquenique à beira mar. Numa mesa de pedra junto à Praia de Rodas devorámos as sandes que nos acompanharam na mochila durante a manhã. Terminámos com uma peça de fruta para sobremesa. Pela tarde iríamos percorrer a ilha a sul, mais propriamente, os trilhos do Roteiro do Alto do Príncipe e do Roteiro de Monteagudo.
A diferença entre as duas ilhas são notórias aos primeiros passos dados. Com uma vegetação mais densa, as sombras nestes trilhos são muito mais frequentes do que as encontradas de manhã.
No “Alto do Príncipe” as paisagens são de “tirar o fôlego” (ver foto acima). Descansámos um pouco no pequeno miradouro de pedra, esculpido pela natureza e que parecia ter a forma de uma coroa real, com certeza a do príncipe que lhe dá o nome.
Seguimos agora para cumprir o Roteiro de Monteagudo. Estávamos numa zona da ilha mais desprotegida onde os ventos fortes se faziam sentir com maior intensidade. Chegámos ao “Faro do Peito”, o pequeno farol na extremidade sul da ilha. Subimos mais um pouco para, no observatório de aves construído num local privilegiado, iniciarmos o caminho de regresso.
A visita às Cíes estava a chegar ao fim. Ainda houve tempo para uns momentos de repouso na Praia de Rodas enquanto aguardávamos pelo barco que nos levaria de regresso a Vigo.

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Roteiro do Alto do Príncipe e Roteiro de Monteagudo - Islas Cíes - Vigo (Espanha)
5,97 km (linear – ida e volta)
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Roteiro do Monte Faro e Roteiro do Faro da Porta - Islas Cíes - Vigo (Espanha)

As “Islas Cíes” são dos lugares mais incríveis que alguma vez visitei. Soube-o assim que o barco atracou no pequeno cais.
Logo ali, a Praia de Rodas com a sua areia branca une as duas ilhas a que chamamos “Cíes”. Se por um lado a praia encontra o Atlântico, nas suas costas esconde uma lagoa de águas cristalinas onde, por ser reserva protegida, é proibido tomar banho.
Um caminho de cimento e pedra leva-nos ao posto de informação onde obtivemos os mapas com os diferentes trilhos das ilhas.
Decidimos começar pela vertente norte e percorrer o Roteiro do Monte Faro e o Roteiro do Faro da Porta. Dois faróis encaixados na ilha a altitudes diferentes e cada um com a sua singularidade e beleza.
Em comum, as paisagens que durante todo o percurso são deslumbrantes.

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Roteiro do Monte Faro e Roteiro do Faro da Porta - Islas Cíes - Vigo (Espanha)
8,31 km (linear – ida e volta)
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Do Parque do Castro à Playa de Samil – Vigo (Espanha)

Autor: solagasta Em 21 - Abril - 2012
Do Parque do Castro à Playa de Samil - Vigo (Espanha)

Este percurso de 16 km, ida e volta, encheu-nos as medidas. Com inicio no Parque do Castro, uma mancha verde no centro de Vigo com magníficas vistas sobre a cidade, a ria e as ilhas, descemos depois até à beira-mar percorrendo inúmeras praias ao longo da costa. Na praia de Samil descansámos na sombra de um pequeno jardim junto ao areal e recuperámos energias para o regresso, com a merenda que tão bem nos soube.
Já a caminho, optámos por fazer um par de horas de praia, aproveitando o calor que se fazia sentir. Depois de tomarmos banho nas águas frias de Vigo realizámos a parte final do percurso, já a pensar no dia seguinte, na descobertas das Islas Cíes.

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Do Parque do Castro à Playa de Samil - Vigo (Espanha)
15,97 km (linear – ida e volta)
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A caminhar por Vigo (Espanha)

Autor: solagasta Em 15 - Abril - 2012
A caminhar por Vigo (Espanha)

Depois de fazermos o check-in no hotel partimos à descoberta de Vigo. A primeira impressão foi a de uma cidade muito “escura”, talvez por toda a pedra presente nas fachadas dos edifícios, mas ao fim de algum tempo de habituação, isso é uma característica que até dá uma certa graça a Vigo.
Percorremos as principais avenidas, a marina, o “Casco Velho”, o “Mercado da Pedra”…e no final da tarde, descansámos numa das muitas esplanadas da avenida marginal saboreando umas “tapas” e “cañas”.

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3,96 km (circular)
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Centro Histórico de Tui (Espanha)

Autor: solagasta Em 7 - Abril - 2012
Centro Histórico de Tui (Espanha)

A caminho de Vigo onde nos esperavam uns merecidos dias de férias, parámos em Tui para almoçar. Na ementa, uns “bocadillos de lomo” e umas “cañas” vieram mesmo a calhar para acalmar o estômago que já dava sinal há algum tempo.
Aproveitámos para conhecer o centro histórico de Tui, cidade extremamente rica em património e também ponto de passagem para os peregrinos do Caminho de Santiago.

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2,64 km (linear – ida e volta)
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Pico de Majalasna + Siete Picos (Valle de la Fuenfría - Sierra de Guadarrama)

No último dia em Espanha, regressámos à zona onde iniciámos esta descoberta da “Sierra de Guadarrama”, agora para percorrer o trilho “Pico de Majalasna” e atingir também, outro dos ícones desta serra, os “Siete Picos”.

Seguindo as marcas amarelas bem definidas, iniciámos a ascensão que, entroncando com o “Camino Schmid” nos levaria ao “Collado Ventoso” a 1896 m de altitude.
Neste ponto, desviámo-nos da rota “Pico de Majalasna” para continuar a subir até aos “Siete Picos”. Valeu a pena.
O seu nome provém do conjunto de sete picos de granito que, visíveis a uma grande distância, são um dos símbolos mais conhecidos desta serra.
Foi no pico mais oriental e com maior altitude dos sete que pausámos para almoçar. Ali mesmo, com a serra aos nossos pés.

Agora mais reconfortados, regressámos ao trilho assinalado para, na “Senda de los Alevines”, chegarmos ao “Pico de Majalasna”.
As despedidas da serra estavam para breve. Sempre em sentido descendente viemos ter a um local já nosso conhecido: “Los Miradores de los Poetas” dedicados a Vicente Aleixandre e Luis Rosales.
Aproveitámos para fazer uma breve pausa junto ao “Mirador-Posada Luis Rosales”. Incrustado nas pedras está uma caixa de correio dedicada ao poeta e no seu interior depositou-se um livro com os seus poemas.
Esse livro entretanto desapareceu e hoje muitos dos caminhantes que por lá passam, deixam por escrito alguns dos pensamentos e sensações que ali os inundam. É também uma homenagem ao poeta que naquelas pedras escreveu obras magnificas de poesia.
Agora já no troço final do trilho, despedimo-nos de Guadarrama com um “obrigado” pois foram dias magníficos aqueles que a serra no proporcionou. Fica a vontade de voltar.

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Pico de Majalasna + Siete Picos (Valle de la Fuenfría - Sierra de Guadarrama) Pico de Majalasna + Siete Picos (Valle de la Fuenfría - Sierra de Guadarrama) Pico de Majalasna + Siete Picos (Valle de la Fuenfría - Sierra de Guadarrama) Pico de Majalasna + Siete Picos (Valle de la Fuenfría - Sierra de Guadarrama) 15,60 km
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R1-R3-R4 - Casa del Parque - Pico Peñalara - Laguna de los Pájaros - Laguna Claveles - Laguna de Peñalara (Parque Natural de Peñalara - Sierra de Guadarrama)

Ao terceiro dia rumámos ao “Parque Natural de Peñalara”, na “Sierra de Guadarrama”.
Com muitos motivos de interesse, este parque dispõe de diversas rotas assinaladas, tendo todas o seu inicio na “Casa del Parque”, o centro de informações local.
Planeámos uma rota circular que nos ocupasse todo o dia e assim, juntámos a “Ruta 1″ com a 3 e a 4 (ver mapa de rotas abaixo).
Da “Casa del Parque” saímos em direcção ao “Pico Peñalara”.  Atingimos logo a seguir o segundo pico mais alto da “Sierra de Guadarrama”, o “Risco Los Claveles” com 2388m de altitude. Este amontoado de pedras, enormes blocos soltos, encavalitados uns nos outros e bafejados por ventos fortes, fez surgir algum receio e dúvidas no cumprimento do objectivo. Lembro-me de, a uma dada altura, não saber onde colocar o pé para dar o próximo passo…
Por fim, ultrapassados todos os obstáculos, atingimos o cume, sendo este, sem dúvida, um dos pontos altos desta aventura em Guadarrama.
Depois dos altos picos, iniciámos a descoberta das lagoas.
Cada uma tem a sua beleza peculiar mas foi na “Laguna de los Pájaros” (foto acima) que parámos um pouco para ganhar fôlego para o resto da caminhada. A sensação de paz e tranquilidade era inquietante.
Regressámos ao trilho, passando na “Laguna Claveles”, e mais adiante na “Laguna de Peñalara”.
Em breve teríamos o percurso terminado. Depois dos banhos tomados, uns “bocadillos” e umas “cañas” foram a coroação de um dia tão intenso.

Nota: Para mais informações sobre os percursos no Parque Natural de Peñalara, aceder a www.parquenaturalpenalara.org

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R1-R3-R4 - Casa del Parque - Pico Peñalara - Laguna de los Pájaros - Laguna Claveles - Laguna de Peñalara (Parque Natural de Peñalara - Sierra de Guadarrama) R1-R3-R4 - Casa del Parque - Pico Peñalara - Laguna de los Pájaros - Laguna Claveles - Laguna de Peñalara (Parque Natural de Peñalara - Sierra de Guadarrama) R1-R3-R4 - Casa del Parque - Pico Peñalara - Laguna de los Pájaros - Laguna Claveles - Laguna de Peñalara (Parque Natural de Peñalara - Sierra de Guadarrama) R1-R3-R4 - Casa del Parque - Pico Peñalara - Laguna de los Pájaros - Laguna Claveles - Laguna de Peñalara (Parque Natural de Peñalara - Sierra de Guadarrama) 12,78 km
(circular)
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Itinerario Circular – Navacerrada – Sierra de Guadarrama

Autor: solagasta Em 27 - Agosto - 2011
Itinerario Circular - Navacerrada - Sierra de Guadarrama

O segundo dia em Guadarrama seria muito mais exigente. Num total de quase 22 km em montanha, com desníveis acentuados, grandes ascensões e duras descidas, realizámos o itinerário circular de Navacerrada. Este percurso levou-nos aos pontos mais emblemáticos de Navacerrada: a “Bola del Mundo” a 2258m de altitude e “La Maliciosa” a 2227m. Desenvolve-se através de trilhos comuns a quase todos os percursos assinalados de Navacerrada: “Sendas de Los Almorchones”, “La Fuente de La Campanilla”, “Valle de La Barranca – Los Miradores”, “La Cuerda de Las Cabrillas por la Senda Ortiz”, “La Bola del Mundo” e “La Maliciosa”.
Eram 8h da manhã quando no “Valle de La Barranca”, a 1390m de altitude e após um “cafe solo” na povoação de Navacerrada, iniciámos a caminhada.
A ascenção inicial por entre bosques de verde jubilante e fartas sombras depressa deu lugar a terrenos mais áridos e rochosos, com predominante vegetação rasteira.
Aqui e ali, miradouros estonteantes cortavam-nos a respiração. Eram motivo para uma breve pausa.
Ao longe a “Bola del Mundo” parecia observar cada passo dado no caminho.
Por trilhos de pedra desprotegidos, atingimos a altitude de 2253m na “Bola del Mundo”.
Com o primeiro objectivo alcançado, parámos para recuperar energia com algumas barras, fruta e água.
As maravilhosas paisagens sobre o vale estavam agora aos nossos pés.
Seguimos para “La Maliciosa”. O andamento era lento, os desníveis encontrados a isso obrigavam. Descemos cerca de 250m de altitude para depois voltar a subir aos 2205m. A “La Maliciosa” estava ali. Já não faltava muito para percebermos a razão do seu nome.
A partir deste ponto iniciámos o sector mais duro do percurso com a íngreme descida até aos 1263m de altitude.
Era já noite quando finalmente chegámos ao ponto de partida. Cansados mas com a sensação de dever cumprido, satisfeitos pelos trilhos desbravados.

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Itinerario circular - Navacerrada - Sierra de Guadarrama (Spain) Itinerario circular - Navacerrada - Sierra de Guadarrama (Spain)
Itinerario circular - Navacerrada - Sierra de Guadarrama (Spain)
www.azcola.arrakis.es
Perfil - Itinerario Circular - Navacerrada - Sierra de Guadarrama 21,88 km
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Los Miradores – Cercedilla – Sierra de Guadarrama

Autor: solagasta Em 27 - Agosto - 2011
Los Miradores – Cercedilla – Sierra de Guadarrama

Após mais de seis horas de viagem pelas estradas ibéricas, chegámos a Cercedilla, a cerca de 50 km de Madrid, ainda sem alojamento marcado. Por via das dúvidas, repousavam num dos cantos da bagageira, as tendas e sacos cama para uma eventualidade.
A prioridade era estabelecer o “quartel general” que nos ia albergar durante os próximos dias. Iríamos explorar a “Sierra de Guadarrama”, os seus mais emblemáticos picos e montanhas.
Dos dois albergues existentes em Cercedilla, um estava encerrado e no segundo pediram-nos para voltar no dia seguinte pois já não teriam vagas para essa noite.
Assim sendo, encontrámos no centro de Cercedilla uma pensão relativamente “lowcost” onde nos instalámos para essa noite.
Sem perder muito tempo, deixámos a povoação e subimos para o Parque Natural. Após pedir algumas informações no Centro de Interpretação do Parque e já munidos com os mapas das diversas rotas existentes, optámos por, no primeiro dia, começar com uma rota suave: “Los Miradores”.
Seguindo as marcações laranja descobrimos uma serra verdejante onde, entre os 1600m e 1700m de altitude, os miradouros oferecem uma panorâmica privilegiada sobre Madrid e a sua envolvente. Um convite a uma pausa prolongada para desfrutar.
Com cerca de 10 km percorridos (o percurso assinalado tem ligeiramente menos, mas repetimos alguns trilhos) regressámos à pensão para descansar e prepararmo-nos para o jantar seguido de reconhecimento da povoação.

 

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Los Miradores - Cercedilla - Sierra de Guadarrama (Spain) Los Miradores - Cercedilla - Sierra de Guadarrama (Spain) Los Miradores - Cercedilla - Sierra de Guadarrama (Spain) Perfil - Los Miradores - Cercedilla - Sierra de Guadarrama (Spain) 10,14 km
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Picos de Europa – Dia 7 – Collado Hermoso – Fuente DéO amanhecer no Collado Hermoso veio acompanhado com mais uma daquelas sensações indescritíveis de bem estar.
Durante a noite o nevoeiro cerrado envolveu o abrigo como que a aconchegar quem lá estava. Esse abraço prolongou-se pela manhã.
A 2065 m de altitude a vida parecia perfeita. O contacto com a natureza no seu estado mais primitivo inspirava serenidade e a paz naquele silêncio húmido iria terminar muito brevemente. O regresso inevitável estava próximo.

O sol ainda não tinha espreitado convicto sobre as altas montanhas quando iniciámos a caminhada de regresso a Fuente Dé.
A cada passo dado as recordações da travessia que agora finalizava tornavam-se mais fortes.
Queria gravar intensamente na memória todos os momentos e sensações que compartilhei com a montanha.
Queria recordar as assombrosas paisagens que tive o prazer de devorar.
A cada passo dado queria dar dois para trás. Inverter o sentido. E sentir de novo. E viver de novo.

A descida para Fuente Dé parecia não ter fim. Não queria que tivesse.
Num verdejante planalto onde cavalos corriam sem rumo, sem rota definida, as últimas barras de cereais aconchegaram o estômago.
A despedida estava para breve e ao longe, Fuente Dé aparecia como que envergonhada por entre nuvens de saudade.
Ao chegar à povoação, deitei-me sob a relva fresca e fechei os olhos.

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Picos de Europa – Dia 7 – Collado Hermoso – Fuente Dé (Spain) Picos de Europa – Dia 7 – Collado Hermoso – Fuente Dé (Spain) Ver Google Maps (não disponível)

Picos de Europa – Dia 6 – Cordiñanes a Collado Hermoso

Autor: solagasta Em 19 - Janeiro - 2011

Picos de Europa – Dia 6 – Cordiñanes a Collado HermosoO toque de alvorada ouviu-se cedo no “Albergue El Diablo de la Peña” em Caín. Afinal tínhamos pela frente talvez o dia mais incrível de toda a travessia – a ascensão ao Collado Hermoso, um dos locais mais isolados e remotos dos Picos de Europa.
Enquanto o pequeno almoço descia nos corpos ainda sonolentos, lá fora as cores intensas do nascer do sol explodiam nas montanhas. Os seus picos travestiam-se e assumiam diversas nuances de laranjas fortes.
A lua ainda não se tinha deitado e por entre dois picos espreitava, compondo aquele quadro vespertino.
Os jipes 4×4 que nos levariam para o inicio do trekking acabavam de chegar. Este seria o único dia em que recorreríamos a outros meios que não as nossas gastas solas para nos deslocarmos nos Picos da Europa.
Assim, serpenteando em magnificas, porém apertadas, estradas de montanha, rapidamente chegaríamos a Cordiñanes, o inicio do percurso.
Enquanto, olhando pelo vidro, nos deliciávamos com as paisagens que nos eram reveladas, no auto-radio saíam sons que viriam a animar todos os presentes. A versão castelhana da “Cabritinha” de Quim Barreiros era algo que ninguém esperaria ouvir naquela circunstância. O certo é que despertou os ainda meio adormecidos e animou os restantes naquela manhã de Agosto.

 

 

 

Picos de Europa – Dia 6 – Cordiñanes a Collado HermosoMochila às costas, iniciámos a ascensão.
A cada passo dado, a respiração mais sonora e ofegante ecoava no silêncio de imponentes paredes de rocha.
Por trilhos esculpidos na pedra, atravessando jardins vivos no cume das altas montanhas, descansando em varandas verdes com o mundo aos nossos pés, o destino estava cada vez mais próximo.
Num último fôlego, quase transformado em escalada, atingimos o Collado Hermoso. À nossa espera, umas tapas de queijos e enchidos desapareceram num ápice, na mesa com melhor vista que alguma vez encontrei. Com a cortesia do Pablo, guarda do abrigo, saboreámos a mais saborosa sidra.

Enquanto aguardávamos pelo jantar, recebemos a visita de alguns ousados rebecos que na esperança de um simples petisco se aventuravam tentando uma corajosa aproximação. Por entre a bruma que entretanto se levantou desapareceram com a mesma rapidez e discrição com que chegaram.
A noite caiu cedo e o descanso foi merecido.

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Nota: O ficheiro GPS não descreve o percurso completo por falta de bateria do dispositivo.

Acordámos cedo.
Pela frente teríamos a mais extensa etapa da travessia e deveríamos começar cedo.
Saímos de “Bulnes” após o pequeno almoço em direcção a um dos trilhos mais frequentados dos Picos de Europa – a “Garganta del Cares”.
Algumas centenas de metros percorridos e entrámos na Ruta de la Reconquista (GR-203) que nos levaria até à “Puente de La Jaya”. Sempre acompanhados pelo rio “Cares” era nas faces escavadas das suas falésias que íamos devorando quilómetros até Caín, o “repouso do guerreiro” que chegaria neste longo dia.
As vistas incríveis sobre o vale, as escarpas de calcário, os oásis verdejantes que nasciam em declives acentuados…tudo fazia esquecer o cansaço acumulado dos dias anteriores.
Em pequenos socalcos esculpidos na pedra as cabras de montanha saltitavam como se em terra firme brincassem. À nossa passagem paravam para nos observar.

À sombra de uma árvore encontrámos o local ideal para recarregar baterias e aproveitar um momento de tranquilidade, olhando o vale. As barras de cereais convidaram uma cabra a aproximar-se. Como que de um animal doméstico se tratasse acompanhou-nos no almoço aguardando que alguns restos de comida fossem enviados na sua direcção. Se tal não não acontecia, não tinha qualquer tipo de vergonha em pedir. Sabia que havia sempre alguém que lhe satisfazia o desejo.
Seguimos deixando o estômago do animal bem mais composto.
Cruzámo-nos com famílias de caminhantes, gente de todas as idades que por ali se encantavam. Serpenteando pelo trilho, as imponentes paredes não deixavam de nos surpreender. Lá em baixo, o rio corria sereno, afinal estávamos nos últimos dias do Verão e as chuvas não abundavam…
Pequenos túneis esculpidos na pedra calcária abriam-nos passagem para Caín. O albergue já estava perto e todos já sentiam o intenso aroma de um belo pedaço de queijo Cabrales, acompanhado com sidra. Para abrir o apetite, banhámos os pés nas águas dolorosamente geladas do rio Cares.
Chegámos.

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Picos de Europa – Dia 4 – Naranjo de Bulnes a Bulnes

Autor: solagasta Em 24 - Outubro - 2010

“Naranjo de Bulnes” ou em asturiano “Picu Urriellu” não é o pico mais alto da Cordilheira Cantábrica mas, com os seus 2519m, é um dos mais conhecidos. De toda a Europa recebe alpinistas para conquistar o seu emblemático cume. Na face oeste, a sua parede vertical de 550 m impõe respeito mesmo ao alpinista mais destemido.
A primeira referência escrita ao “Picu Urriellu” como “Naranjo de Bulnes” é feita pelo engenheiro e geólogo alemão Guillermo Schulz, que em 1855 editou o primeiro mapa topográfico e geológico das Astúrias. Mas, por Bulnes ouve-se a expressão: “No me llaméis Naranjo, pues fruto no puedo dar; llamadme Picu Urriellu, que es mi nombre natural”.
Supõe-se que esta denominação seja devido à cor alaranjada que assume quando o sol beija a pedra calcária de que é composto. Esta cor de fogo intenso que as paredes da rocha assumem, torna o nascer do sol no “Picu Urriellu” como um momento inesquecível para todos que o presenciam.

Foi no seu abrigo que hoje acordei. Antes de mim, outros mais cedo agitaram o silêncio nocturno da montanha. Preparavam-se para conquistar o cume do “Urriellu”.
Por vezes esta ascensão demora mais de 24 horas, tendo os alpinistas que pernoitar a meio da subida.
Por isso, ainda os primeiros raios de sol tardavam a romper e já alguns se encontravam a várias dezenas de metros de altura na imponente parede de rocha.

Após o pequeno-almoço, rumámos em direcção a Bulnes enquanto, nas nossas costas e cada vez mais longe no olhar, deixámos o “Urriellu”.

Na sua base descansa um vale de origem glaciar denominado “Vega Urriellu”. Foi por lá que, por entre manadas, bosques e vales verdejantes, devorámos quilómetros de contrastes, prados verdes que pintavam a tela de rugosas montanhas calcárias salpicadas aqui e ali por blocos de neve do último Inverno.
Ao longe, as chaminés de Bulnes acenavam-nos. Estávamos a chegar.
A tranquilidade de Bulnes, uma das aldeias mais isoladas dos Picos de Europa (sem acesso por automóvel) abriu-nos o apetite.
Em pouco tempo, e após um banho revigorante, encontrámos numa esplanada junto ao rio Bulnes o local ideal para degustar o tão famoso queijo Cabrales e o “Chorizo” asturiano. Acompanhados com umas “cañas” fresquinhas proporcionaram-nos um final de tarde delicioso. Mesmo.

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Picos de Europa – Dia 3 – Fuente Dé a Naranjo de Bulnes

Autor: solagasta Em 5 - Outubro - 2010

Acordei durante a noite com a chuva a bater na pequena janela da camarata. Pensei que talvez fosse um sonho, que o vento sopraria forte com certeza, talvez qualquer outro ruído, fruto da ansiedade e do estado “zombie” muito próprio daquela hora da madrugada.
Virei-me para o outro lado da cama e voltei a adormecer.

Às 8h:00 estávamos à porta do teleférico que nos levaria ao inicio do trekking. A chuva que teimosamente se abatia sobre Fuente Dé criava alguma apreensão entre os caminhantes. Efectivamente choveu durante toda a noite e nas primeiras horas da manhã, as nuvens baixas que se abatiam sobre nós continuavam a descarregar aquela chuva miudinha que tanto incomoda.
A ascensão de teleférico foi como penetrar num mar de algodão. Não conseguimos ver nada a mais de um metro de distância. Do outro lado deste oceano em ascensão, no topo das escarpas que serviram de porto a esta nau de aventureiros, o sol brotava em força para nos receber e acompanhar durante toda a aventura.
Mochilas às costas e iniciámos a subida neste ambiente inóspito. Ao fim de pouco tempo o receio de excesso de peso diluía-se a cada passo dado.
Rodeados por cumes e escarpas vertiginosas, dignas de um qualquer cenário marciano, seguimos em direcção ao coração do maciço central dos Picos de Europa.
Passámos pela Cabana Veronica, lar de Mariano por mais de 23 anos…descemos os imponentes “Cabos de Aço“…e após a travessia de majestosos vales glaciares, terminámos no refúgio Urrielu, em Naranjo de Bulnes. A sua parede oeste com mais de 500m verticais é procurada por escaladores de todo o mundo.

Repousámos sobre uma paisagem incrível…as nuvens aos nossos pés cobriam tudo o que os olhos podiam atingir no horizonte. Com o seu dispersar fomos descobrindo montanhas que daquela perspectiva se assemelhavam a ilhéus num vasto oceano de algodão doce…
O pôr do sol como que acendia as paredes rochosas de Naranjo a convidar para a noite acolhedora que se avizinhava. À mesa do jantar contámos histórias, conhecemos vidas, partilhámos dores e emoções…afinal estávamos a viver algo que tão depressa não iríamos esquecer.

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Picos de Europa - Dia 3 - Fuente Dé a Naranjo de Bulnes (Spain) Picos de Europa - Dia 3 - Fuente Dé a Naranjo de Bulnes (Spain) Ver Google Maps
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